as obras
Livros publicados como obra.

A Razão do Diabo
entre a lógica e o delírio
São quatro contos separados por seis séculos e quatro línguas. Três cegos acreditam numa moeda que ninguém lhes deu. Um diabo velho decide aprender a ser bom. Um estudante se apaixona por uma moça que talvez não esteja viva. E um homem que todos julgam louco segue, por causa de um besouro de ouro, um raciocínio impecável até o fundo de uma cova. Do fabliau francês do século XIII a Poe, os contos parecem responder uns aos outros. Em todos há alguém que acredita demais, alguém que raciocina demais, ou alguém que se aproveita dos dois.
Sobre esta edição: a antologia nasceu de um volume de 1942, As Obras-Primas do Conto Universal. Comparadas aos originais, as traduções daquela edição revelaram cortes, trocas e até finais inventados. Os quatro contos foram estabelecidos de novo a partir do francês antigo, do russo, do alemão e do inglês, sem suprimir nem acrescentar nenhum episódio. A edição traz carta ao leitor, apresentação de cada autor, nota sobre os textos e referências.
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O Homem e o Espectro
Na véspera do Natal, o químico Redlaw recebe a visita de um espectro que é o seu próprio duplo e aceita um pacto: esquecer todas as mágoas e injúrias do passado. O dom tem um preço. Ele passa a transmiti-lo a todos de quem se aproxima, e quem perde a memória da dor perde junto a compaixão e a ternura. É a última e a mais sombria das novelas de Natal de Dickens (1848), escrita no ano em que ele perdeu a irmã. O livro sustenta que é lembrando os agravos que se aprende a perdoá-los.
Sobre esta edição: a tradução do Clube do Livro (1947), sem tradutor identificado, foi revista e modernizada por PR Callegari e corrigida a partir do original inglês. Os trechos suprimidos em 1947 foram restaurados em tradução nova. A edição traz apresentação, nota editorial e apêndice com todas as correções.
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O lado oculto das grandes obras
É madrugada em Roma e Brutus não consegue dormir. Um economista chamaria aquilo de decisão sob informação imperfeita. Shakespeare chamou de tragédia. Onze clássicos lidos como registros de gente decidindo mal sob restrição, poder e afeto.
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Mundos que não existiram
Crescimento. Autonomia. Risco. Cidadania. Usamos essas palavras como se descrevessem algo permanente. Este livro remove uma tecnologia por vez e pergunta o que sobra — não das nossas vidas, das nossas ideias.
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O repouso de Malena
Um homem mediu a Terra olhando a sombra dentro de um poço. Malena se inclina para repetir o gesto e percebe, tarde, que seu ponto de equilíbrio já passou. Um romance sobre o que não se deixa converter em cálculo.
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A economia invisível do amor
Você acha que foi destino. Ou que foi culpa sua. Antes de qualquer escolha amorosa já existe uma arquitetura — e ela some, deixando a sensação de que tudo dependeu de você.
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Antes que o tempo decida por você
Sobre quais futuros abandonar quando o fim é certo, e a hora não
A autora mede risco para viver. Descobriu que o instrumento fica cego quando o aponta para si mesma. Toda escolha existencial é sobre o que abandonar — e não decidir também decide, só que sem você.
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